História do Jaleco Médico: Origem, Normas da Anvisa e Cuidados

História do Jaleco Médico: Origem, Normas da Anvisa e Cuidados

A origem do jaleco

Sabe-se que o jaleco médico surgiu durante a Peste Negra (Século XIV – XVII), como um dos primeiros uniformes médicos. Na época, caracterizava-se como uma peça longa feita de couro bovino, geralmente na cor preta, que cobria todo o corpo do profissional médico. Como grande diferencial desta indumentária, havia ainda uma máscara rígida em formato de bico de pássaro, preenchida com ervas aromáticas, objetivando criar um filtro para purificar o ar, vez que se acreditava que as doenças poderiam se espelhar pelo mau cheiro (miasmas).

Conheça as regras de uso do jaleco médico

A utilização do jaleco é normatizada tanto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa NR 32) (acesse https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-32-atualizada-2022-2.pdf) e  pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Norma Regulamentadora 32 em seu artigo 32.2.4.6.6.2 nos ensina que: “o uso dos jalecos deve se limitar aos ambientes profissionais para diminuir as chances de contaminação por bactérias”.

Em alguns estados do Brasil fazer uso do jaleco fora do local de trabalho como: lanchonete, áreas de convivências ou locais públicos, pode gerar mais que uma situação constrangedora, pode gerar aplicação de multa pecuniária, conforme já ocorre no Estado de São Paulo, https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/uso-de-jalecos-fora-do-ambiente-de-trabalho-e-proibido-no-estado/

Como deverá ser apresentado seu jaleco

O uso jaleco é capaz de criar uma barreira que protege médico e paciente, por isso sua cor é a branca, vez que busca trazer maior asseio e criar uma barreira protetiva nos momentos de consultas e atendimentos, além de estar totalmente ligado à segurança em Saúde. Existem algumas determinações do CFM aplicadas ao uso do jaleco. Conforme a Resolução nº 2.069/2014 https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2014/2069_2014.pdf, que foi criada para facilitar o entendimento geral da população , temos que, os graduados em Medicina terão o dever de grafar/bordar em letras maiúsculas nos seus jalecos: seu nome antecedido da terminologia “médico ou doutor”. Se o profissional possuir uma especialidade médica, deverá ainda bordá-la, também em letras maiúsculas. De modo geral, o objetivo do uso do jaleco é reduzir risco de contaminação, trazer uma sensação de limpeza e ajudar a identificar o profissional médico perante a sociedade, pacientes e equipe.

Você está cuidando bem de seu jaleco?

Além de seguir as regras estipuladas pelo CFM e Anvisa, é importante garantir que a peça esteja sempre impecável e higienizada para garantir a segurança dos pacientes e também a sua.

Sabe-se que o hábito de utilizar o jaleco apenas em ambientes adequados, ou seja: ambientes assistenciais ou de ensino relacionados à prática em Saúde, diminuem muito a chance de contaminação.

As boas práticas de higiene nos orientam a executar a higienização do jaleco da seguinte forma:

 

  • Opte por lavar o jaleco com certa frequência, em especial após o uso em atividades de atendimento. O ideal é ter um enxoval de 06 unidades de peça de jaleco.
  • O ideal é utilizar sabão neutro para fazer a lavagem, todavia se orienta a separar o jaleco das demais roupas pessoais e das roupas da casa.
  • Faça uma pré-lavagem: com o auxílio de solução específica e água (morna) prepare um recipiente e deixe o jaleco de molho por algumas horas, para ajudar no processo de desinfecção, antes da lavagem.
  • Promova um processo de enxágue bem feito, com abundância de água;
  •  Deixei secar à sombra. Depois de seco, para maior assepsia e boa apresentação, passe a ferro o jaleco com ferro em temperatura compatível com o tecido.

 

Muitas são as vantagens de ter essas boas práticas no uso e cuidado de seu jaleco. A aplicação destas regras protege os profissionais médicos, a comunidade da área da saúde e os pacientes. Seguir essas orientações é uma demonstração de responsabilidade ética, cuidado com a segurança e respeito à imagem da Medicina como profissão.